Pular para o conteúdo principal

AFOJEBRA – Site Institucional

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Entidades nacionais de Oficiais de Justiça estaduais se reúnem com conselheiro do CNJ

Entidades nacionais de Oficiais de Justiça estaduais, AFOJEBRA e FESOJUS, foram recebidas, na última quarta-feira (18/10), pelo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Marcello Terto e Silva, para falar sobre as propostas de desjudicialização que...

Compartilhe

Entidades nacionais de Oficiais de Justiça estaduais, AFOJEBRA e FESOJUS, foram recebidas, na última quarta-feira (18/10), pelo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Marcello Terto e Silva, para falar sobre as propostas de desjudicialização que avançam retirando atribuições do Judiciário e apresentar o projeto de Oficial de Justiça como Agente de Inteligência Processual.

Representando a categoria, participaram o presidente da AFOJEBRA Mário Medeiros Neto, o vice-presidente da FESOJUS Eleandro Alves, o diretor financeiro da AOJESP Émerson Franco e o 1º secretário do SINDOJUS-MT Luiz Arthur de Souza.

Os representantes dos Oficiais de Justiça discorreram sobre as preocupantes implicações e anomalias que os projetos de desjudicialização podem trazer para o judiciário e, consequentemente, para o jurisdicionado.

O presidente da AFOJEBRA, Mário Medeiros Neto, explicou que o lobby dos cartórios quer ter acesso a ferramentas que podem promover uma verdadeira devassa fiscal e financeira prévia na vida de supostos devedores. E lembrou que cartórios atendem a interesses privados.

“Por que entregar nas mãos do setor privado ferramentas que exigem responsabilidades típicas de um agente de estado, como a fé pública e o sigilo funcional? Por que não permitir o acesso aos Oficiais de Justiça que são constitucionalmente os responsáveis legais por atos de constrição e de força?”, questionou Mário.

O conselheiro defendeu a ideia, mas entende que poderia ser mais produtiva a criação núcleos especializados. “Grandes poderes requerem grandes responsabilidades. O ideal seria, de início, selecionar um grupo de servidores para essa função e depois ir expandindo gradualmente”, afirmou.

“Os Oficiais de Justiça têm `know-how`, a estrutura já existe, falta vontade política pra fazer acontecer. E nós queremos trazer celeridade e eficiência para o Judiciário”, defendeu Mário.

O diretor da FESOJUS Eleandro Alves, além de defender a idéia de um perfil próprio do Oficialato de Justiça para uso de ferramentas eletrônicas na página do CNJ, questionou se haveria a possibilidade de realizar uma audiência pública no âmbito do CNJ e propôs que o assunto fosse melhor discutido.

Terto disse que há a possibilidade de audiência pública, mas que se já há um processo em andamento no CNJ, o assunto pode estar avançando. O conselheiro se comprometeu a dialogar com seus pares sobre a proposta.

Autor

Foto de João Paulo Rodrigues

João Paulo Rodrigues

Jornalista e Administrador do site AFOJEBRA

Notícias Relacionadas

AFOJEBRA articula, junto com ASSOJAF-BA (FENASSOJAF) pela aprovação do PL 4256/2019 na CCJC

A deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ) foi designada relatora do Projeto de Lei ... Leia Mais

87

Há 3 dias

CONVOCAÇÃO DE REUNIÃO DE DIRETORIA DA AFOJEBRA

No uso de suas atribuições estatutárias, do seu artigo 18, III, o presidente ... Leia Mais

142

Há 13 dias

Tópicos

AFOJEBRAdiretoria afojebraOficiais de JustiçaOFICIAL DE JUSTIÇA

Mais lidas

Encontro dos Tribunais da Região Norte debate tecnologia e inteligência processual na atuação dos Oficiais de Justiça