O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) recebeu, nesta segunda-feira (31), o Encontro dos Tribunais de Justiça da Região Norte. O evento reuniu representantes dos Tribunais do Acre, Amapá, Pará, Roraima e Tocantins para compartilhar experiências e discutir tecnologias e procedimentos voltados ao aprimoramento da atuação dos Oficiais de Justiça.
Na abertura, o presidente do TJPA, desembargador Roberto Gonçalves de Moura, destacou a importância da inteligência processual para garantir maior efetividade às decisões judiciais, especialmente diante dos desafios territoriais e de conectividade da Amazônia.
Um dos destaques foi a apresentação dos resultados do Grupo de Execução e Inteligência Processual (GEIP) do TJPA. Em dois anos, o grupo auxiliou no cumprimento de mais de 18 mil mandados extraordinários e na movimentação de mais de R$ 1,5 bilhão em ativos. Recentemente, sua composição foi ampliada de 16 para 21 Oficiais de Justiça.
O presidente do Sindojus-PA, Mário de Jesus Soares Rosa, ressaltou que a iniciativa busca aproximar os Tribunais e os Oficiais de Justiça da Região Norte e compartilhar experiências. “O objetivo é integrar, buscar uma regulamentação de acordo com a Resolução 170 do CNJ e fazer com que possamos falar a mesma língua na região Norte”, afirmou.
O presidente da AFOJEBRA, Mário Medeiros Neto, parabenizou os colegas pela mobilização. “A organização e a participação dos Oficiais de Justiça da Região Norte demonstram a força da categoria e a importância da união para enfrentarmos desafios que possuem características próprias em cada região. Essa troca de experiências fortalece os Oficiais de Justiça em todo o Brasil”, destacou.
O encontro também abordou a aplicação e a uniformização de procedimentos relacionados à Resolução CNJ nº 600/2024, à Recomendação CNJ nº 170/2026 e à Resolução nº 226/2026 da Corregedoria Nacional de Justiça, buscando construir soluções conjuntas e fortalecer a cooperação institucional.Para a AFOJEBRA, iniciativas de integração como essa contribuem para a modernização da atividade, a valorização dos Oficiais de Justiça e a construção de uma prestação jurisdicional cada vez mais eficiente e adequada às diferentes realidades do país.



